sexta-feira, março 13, 2015

A delícia de se desencantar

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Hoje não iremos comemorar, pois é a alegria mais secreta já tive - tanto que nem a percebi por completo, pois vai se desdobrando, e ondulando em material doce e macio. Em cores sem nome. Em nomes mutáveis. Em verdades construídas pelas novidades. Eu voltei a ser quem nunca fui, e estou amando.

Não iremos falar a respeito. Sorriremos, e nos perguntarão o motivo, nenhum, é coisa minha. Temos nomes secretos. Minhas partes nos encontramos como se eu fosse uma amante que venera o perigo, que chama atenção porque não se importa em ser.

É o sol no rosto. É o vento se transformando em água que quer afogar pra trocar a gente de mundo, e soltar os braços. São três, e a música voraz de Deus que chamo de intuição, e vontade de viver uma vida corajosa.

Os que apenas buscam a paixão incontrolável, o amor correspondido, a felicidade linear, o conforto nas coisas seguras, que me desculpem: Mas que delícia é se desencantar.





Se desencantar é se desprender de uma verdade inventada. De algo que só é real em um tempo que já passou, ou em um futuro incerto.É se despir de condutas e comportamentos que achamos que precisamos ter. Sabe de uma coisa? Ninguém precisa, não. 

O desencanto é queda, e a queda é a ruptura com algo que te mantinha alta, de uma forma tão frágil, que poderia te derrubar em um momento pior ainda. Que fantástico é se soltar das coisas que prendem a gente de uma forma nociva, das coisas frágeis que só um cuida. 

A verdade é que querendo ou não,romper, se reinventar, se construir a partir do zero faz parte do aprendizado que irá te levar a quem você precisa ser para cumprir sua missão. Ora, dançante, eufórica, selvagem. Ora, dolorida, risonha, crescente.

Eu sempre danço. Danço com os lobos.
Os lobos de mim.
Fizemos as pazes. Agora são livres.





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